terça-feira, 10 de janeiro de 2017

How Stable Are Democracies? ‘Warning Signs Are Flashing Red’


Their conclusion, to be published in the January issue of the Journal of Democracy, is that democracies are not as secure as people may think. Right now, Mr. Mounk said in an interview, “the warning signs are flashing red.”

Amanda Taub
WASHINGTON — Yascha Mounk is used to being the most pessimistic person in the room. Mr. Mounk, a lecturer in government at Harvard, has spent the past few years challenging one of the bedrock assumptions of Western politics: that once a country becomes a liberal democracy, it will stay that way.
His research suggests something quite different: that liberal democracies around the world may be at serious risk of decline.
Mr. Mounk’s interest in the topic began rather unusually. In 2014, he published a book, “Stranger in My Own Country.” It started as a memoir of his experiences growing up as a Jew in Germany, but became a broader investigation of how contemporary European nations were struggling to construct new, multicultural national identities.
He concluded that the effort was not going very well. A populist backlash was rising. But was that just a new kind of politics, or a symptom of something deeper?
(...)
Para continuar a leitura, acesse http://www.nytimes.com/2016/11/29/world/americas/western-liberal-democracy.html?_r=2




Amanda Taub – 29.11.2016.
In The Interpreter (republished in The New York Times).


domingo, 8 de janeiro de 2017

A era da pós-verdade


Expostos a uma mídia que cultiva o pensamento único, os brasileiros não têm essa opção [de escolher a sua opinião]. Não encontram uma segunda opinião para acreditar, visto que a prática basilar do jornalismo, de sempre ouvir o “outro lado” nos assuntos apurados, faz tempo que entrou em desuso por aqui. Não é pelo excesso de versões, portanto, senão pelo seu exato oposto, que a opinião pública nacional desacredita dos fatos e se nutre de factoides imaginários, cevados na ignorância e no preconceito.
(...)
À era da “pós-verdade”, portanto, corresponde um “pós-jornalismo”. Não é mais aquele que duvida, pergunta, reflete, busca interpretar a complexidade do mundo, mas que afirma peremptoriamente, sentencia, reitera, constrói a realidade conforme os lobbies que faz ou defende.

Gabriel Priolli
Uma nova palavra entrou para o léxico mundial em 2016, que fecha o ano em alta, frequentando as mais diversas bocas e páginas do mundo político e jornalístico. É a “pós-verdade”, um elegante étimo composto que pode parecer fruto da mais refinada filosofia contemporânea, mas não vai muito além de “tucanar” a mentira, naquele antigo e consagrado sentido de falar difícil, com sotaque tecnocrático, o que pode ser dito de forma simples e direta.
A “pós-verdade” despontou para a fama graças ao Dicionário Oxford, editado pela universidade britânica, que anualmente elege uma palavra de maior destaque na língua inglesa. Oxford definiu a acepção e mostrou a evolução do termo, observando que ele não foi cunhado neste “annus horribilis” da história humana, mas seu uso cresceu 2.000% nele. O Google registra mais de 20,2 milhões de citações em inglês, 11 milhões em espanhol e 9 milhões em português, uma ideia de seu sucesso.
Na definição britânica, “pós-verdade” é um adjetivo “que se relaciona ou denota circunstâncias nas quais fatos objetivos têm menos influência em moldar a opinião pública do que apelos à emoção e a crenças pessoais”. Não seria então, exatamente, o culto à mentira, mas a indiferença com a verdade dos fatos. Eles podem ou não existir, e ocorrer ou não da forma divulgada, que tanto faz para os indivíduos. Não afetam os seus julgamentos e preferências consolidados.
(...)
Para continuar a leitura, acesse http://www.cartacapital.com.br/











Gabriel Priolli – Jornalista, professor, apresentador e diretor de tevê – 28 de dezembro de 2016.
IN Carta Capital, 933.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Perguntar não ofende



enquanto na esquerda tem gente preocupada em "não aprofundar a crise institucional", na direita a preocupação é outra: com crise, sem crise ou através da crise, o que importa é garantir o principal.

E o "principal" é aprovar a PEC 55, a reforma previdência, a entrega do pré-sal etc e tal.

Enquanto na esquerda tem gente preocupada em não aprofundar a crise institucional, a direita toma medidas que aprofundam a crise social.


Valter Pomar

"Se o que ocorreu ontem [07.12.2016, a recusa de cumprimento de decisão do STF por parte do Presidente do Senado Renan Calheiros] tivesse ocorrido durante o impeachment, o senador [Jorge] Viana:

a) diria não ter condições de assumir a presidência do Senado?

b) renunciaria da primeira vice, para que Jucá assumisse?

c) assumiria e "tocaria a pauta" do impeachment?

d) apoiaria o "Volta Renan"?

e) pediria ao STF que revogasse a liminar, mesmo criando mais um casuísmo jurídico?

f) todas as anteriores?

g) nenhuma das anteriores?

h) aproveitaria a crise para fazer o que fosse possível para defender a democracia e os interesses populares?

Não saberemos nunca o que poderia ter ocorrido naquela ocasião.

Sei o que ocorreu nos últimos dias.
(...)






Valter Pomar – Historiador, membro da Direção Nacional do Partido dos Trabalhadores e professor da UFABC – 08.12.2016.
IN Blog do Pomar.