terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Desigualdade de gênero na América Latina e no Caribe desacelera crescimento regional, diz ONU


O relatório indica que, na América Latina e no Caribe, as mulheres ganham, em média, 19% a menos que os homens para desempenhar o mesmo trabalho. Segundo a ONU, mais da metade das empresas na região não possuem nenhuma mulher em posição de liderança. Menos de 20% das posições de liderança de empresas na América Latina são ocupadas por mulheres. 

Redação do Opera Mundi
A ONU afirmou nesta segunda-feira (14/12) que a desigualdade de gênero no mercado de trabalho latino-americano desacelera o crescimento da região. A Organização das Nações Unidas divulgou hoje seu relatório anual sobre desenvolvimento humnao, que aponta os índices de desenvolvimento humano (IDH) dos países, e se dirigiram à América Latina especialmente quanto à disparidade econômica e social entre homens e mulheres.
“O relatório confirma que as mulheres na América Latina e no Caribe se deparam com o desafio triplo de trabalhar fora de casa, cuidar dos filhos e, cada vez mais, dos mais idosos, o que aumenta o nível de trabalho não remunerado”, afirmou Jessica Faieta, diretora regional do PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) na América Latina.
Segundo Faieta, é necessário que a região discuta a questão de que as mulheres são responsáveis pelos cuidados familiares, o que considera “um importante passo para que ninguém fique para trás”.
(...)
Para acessar o relatório, acesse http://report.hdr.undp.org/




Redação – 14.12.2015.
IN Opera Mundi.

domingo, 15 de janeiro de 2017

A nova direita brasileira surge na onda anti-PT e quer se descolar da velha direita desenvolvimentista


Camila Rocha – “A direita pensa diferente, inclusive, sobre o próprio conceito do que é democracia, porque nas discussões um pouco mais aprofundadas, em um debate mais teórico e filosófico, existem diferenças marcantes na própria concepção do que seria democracia, o que seria liberdade e autonomia. Nesses aspectos existem diferenças marcantes entre esquerda e essa nova direita.
(...)
 No limite, é possível dizer que na medida em que a Esquerda valorizaria muito a democracia e os próprios processos de democratização, enquanto a dIREITA, não. Para ela, nós chegamos até aqui, numa situação em que todos têm direito ao voto, mas de quatro em quatro anos a pessoa vota e volta para casa, ou seja, ela não é favorável à extensão desse processo de democratização. Alguns segmentos são até mais reacionários, acreditam ser necessário voltar para trás, porque tem muita participação da sociedade, e outros são mais razoáveis, acreditam que a participação deveria ser mais ordenada. Não é à toa que, mesmo defendendo o Estado mínimo, a maior parte deles é favorável a que o Estado detenha o controle das forças de repressão, como exército e polícia, justamente para manter o controle. São raros os que vão falar em privatização das forças de segurança”.


Patrícia Fachin
O movimento político que se convencionou chamar de a “nova direita” no Brasil vem se constituindo desde o início dos anos 2000, em fóruns de discussão na internet, nas antigas comunidades do Orkut e, hoje, nas redes sociais, e, “eventualmente, desses fóruns da internet é que saem novos militantes que participarão ou fundarão novas organizações e que participarão de partidos”, diz Camila Rocha, à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por telefone.
Camila Rocha está desenvolvendo sua pesquisa de doutorado na USP, que tem como mote analisar a direita liberal dos anos 1980, sua militância e de que modo elas atuam na sociedade civil e na política nos dias atuais e a partir disso faz uma comparação entre o modo de atuação nos anos 80 e nos dias de hoje. Neste cenário, ela acaba acompanhando a militância da nova direita que, “um pouco antes de junho de 2013”, passou a ter mais “capacidade de atração”. “Várias das lideranças e militantes da nova direita viram junho com bons olhos” porque essas manifestações foram “uma oportunidade para eles poderem aparecer mais para o grande público, para atrair militâncias”, relata.
De acordo com Camila, a nova direita é constituída de grupos heterogêneos, que se esforçam para não serem identificados com a velha direita brasileira, que tem origens na Ditadura Militar, no PFL e no PP. “O grosso das pessoas que se identificam como nova direita, ou que pelo menos fariam parte dessa nova direita, tem como novidade negar esse aspecto; eles não querem se identificar, de jeito nenhum, com os governos militares e, mais do que isso, querem se diferenciar, também, alegando que esses governos, para eles, atuavam em moldes estatistas e desenvolvimentistas, o que eles negam em absoluto. Boa parte dos militantes da nova direita diriam que, na verdade, o que eles querem é um modelo de livre mercado e privatizações, que é o oposto do que existia na ditadura militar. Esse corte é importante”, explica.
(...)











Patrícia Fachin – 15.09.2016.
Camila Rocha – Doutoranda em Ciência Política na USP.
IN IHU Online.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O que é importante na escolinha do seu filho - e o que pode ser prejudicial?

 

A creche e a escolinha são muito mais do que apenas os locais onde as crianças passam seu tempo enquanto os pais estão trabalhando.

Paula Adamo Idoeta
A creche e a escolinha são muito mais do que apenas os locais onde as crianças passam seu tempo enquanto os pais estão trabalhando.
O período da educação infantil tem forte impacto no desenvolvimento da criança de zero a seis anos e é capaz, inclusive, de ampliar ou reduzir as desigualdades educacionais e sociais do país: quem frequenta creches de baixa qualidade, públicas ou privadas, acaba partindo de um patamar inferior a quem recebeu estímulos enriquecedores, experiências produtivas e afeto nesse período, dizem especialistas.
"Pesquisas de neurociência comprovam que é nos três primeiros anos de vida que o ser humano alcança o ápice do aprendizado de capacidades como linguagem, memória e atenção, importantes para a vida toda", diz à BBC Brasil Beatriz Ferraz, gerente de educação infantil da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.
"Ela faz conexões cerebrais em alta velocidade. A falta de estímulos nessa fase é um grande desperdício. É muito mais custoso (aprender) mais para frente."
O pesquisador da Faculdade de Economia e Administração da USP de Ribeirão Preto Daniel Santos compilou diversos dados e estudos sobre educação infantil e concluiu que a má qualidade de grande parte da rede brasileira pode prejudicar essas crianças mais adiante, tanto em seu desempenho escolar quanto no desenvolvimento emocional.
Os impactos podem se estender à renda futura dessas crianças e até seu envolvimento com a criminalidade, agrega Alejandra Meraz Velasco, do movimento Todos Pela Educação.
(...)

Para continuar a leitura, acesse http://www.bbc.com/portuguese/geral-36385643










Paula Adamo Idoeta – 02.07.2016.
Da BBC Brasil em São Paulo.