segunda-feira, 15 de maio de 2017

Forget Panama: it's easier to hide your money in the US than almost anywhere


The term tax haven may evoke images of exotic locales, but Panama actually ranks as the 13th most attractive spot for hiding assets, while the US lies third.

Jana Kasperkevic
One of the surprises about the Panama Papers – the largest leak from an offshore tax adviser in history – is how few Americans have so far been exposed. The reason? It may be because creating a shell company in the US is easier than obtaining a library card.
About 200 people with US addresses have so far been revealed as clients of Mossack Fonseca, the firm at the center of the Panama Papers leak. Compared with countries such as China, Switzerland, Russia and the United Kingdom, the number is small.

The anomaly may be because it’s so easy to create a vehicle to hide your money and your identity in the US that there’s no need to mess with Panama, according to Shruti Shah, vice-president of programs and operations at Transparency International, an anti-corruption organization.

“You don’t really have to go to Panama or other tax havens. They are not the only ones making it possible for corrupt officials and other criminals to launder their money. You can do it in every state in the US,” explained Shah.
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Jana Kasperkevic – Reporter for Guardian US. – 06.04.2016.

IN The Guardian.

sábado, 13 de maio de 2017

O importante agora é defender a Constituição


[fazer uma nova Constituição hoje no Brasil] Equivaleria a aproveitar o momento radicalmente antipolítico em que nos encontramos para demolir os avanços do período mais aberto da história do país. Uma constituinte neste momento revogaria os objetivos maiores de "construir uma sociedade livre, justa e solidária" e de "erradicar a pobreza (...) e reduzir as desigualdades sociais" (Artigo 3º) que presidem a atual Carta.


André Singer
A avalanche noticiosa produzida pelas centenas de horas gravadas com denúncias de corrupção que as televisões exibem desde quarta-feira (12) fez ganhar corpo projetos de abolir de vez o que foi duramente conquistado no ciclo virtuoso que vigorou entre 1988 e 2016 (quando o impeachment sem crime de responsabilidade esgarçou o tecido democrático brasileiro). Não bastassem as mudanças constitucionais regressivas já aprovadas, como a PEC dos gastos públicos, e as que estão em debate, como a reforma previdenciária, quer-se abrir espaço para derrubar toda a Constituição de 1988.
O manifesto assinado pelos juristas Modesto Carvalhosa, Flávio Bierrenbach e José Carlos Dias ("O Estado de São Paulo", 9/4), por exemplo, propõe a convocação de um plebiscito com vistas a saber se a população deseja eleger uma constituinte independente, isto é, composta de não políticos. É verdade que, em 2013, a então presidente Dilma Rousseff também aventou um plebiscito para consultar o eleitorado sobre a conveniência de uma constituinte. Mas a proposta, que caiu no vazio, seria de uma assembleia exclusiva, encarregada apenas da reforma política. Agora, a ideia é começar do zero, aprovando uma Constituição inteiramente nova.
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Para continuar a leitura, acesse http://m.folha.uol.com.br/colunas/andresinger/2017/04/1875705-o-importante-agora-e-defender-a-constituicao.shtml?mobile







André Singer – Cientista político – 15.04.2017.
In Folha de São Paulo.


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Como a Câmara aprovou mudanças em 90 artigos da CLT com 26 horas de debate


Proposta original de reforma enviada pelo governo modificava sete artigos da norma e foi discutida ao longo de dois meses. Texto final apresentado pelo relator, mais extenso, teve menos tempo.

Bruno Lupion
A Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta-feira (26) a reforma trabalhista. O texto agora será analisado pelo Senado.
O governo afirma que haverá uma modernização da legislação trabalhista, capaz de incentivar a abertura de novos postos de emprego e dinamizar a economia.
Os deputados de oposição protestaram em plenário. Afirmaram que o texto irá precarizar os empregos e foi aprovado sem o devido debate.
A CNBB (Confederação Nacional dos Bispos do Brasil) adotou tom semelhante sobre a necessidade de mais tempo para a discussão do tema. A proposta original, enviada pelo governo Michel Temer, modificava 7 artigos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). O texto final aprovado pela Câmara altera 97 artigos da norma.
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Bruno Lupion – 27.04.2017.
IN Nexo Jornal.