sábado, 1 de agosto de 2015

“Há um pessimismo exagerado com o Brasil”



Mariana Mazzucato – “A situação é muito perigosa e delicada no Brasil. As pessoas têm que se acalmar em termos de suas ideologias e entender que os lucros futuros dos negócios dependem de uma séria política pública e privada e não de simplesmente cortar o papel do Estado, como as coisas parecem ser discutidas neste momento. BNDES e muitas outras organizações têm sido vistas como um problema em vez de parte da solução”.

Vanessa Jungerfeld
Foi concorrido o painel no qual a economista Mariana Mazzucato, professora de economia da inovação da Universidade de Sussex, na Inglaterra e autora do livro “estado Empreendedora – Desmascarando o Mito do Setor Público VS o Setor Privado” participou do 6º Congresso Brasileiro de Inovação da Indústria, organizado pela Conferderação Nacional da Indústria (CN(), em parceria com o Sebrae. Ciceroneada por representantes do governo e por pesquisadores, ela foi abordada por fãs interessados em tirar foto e pedir autógrafo à autora italiana.
Mariana tem se tornado cada vez mais conhecida no Brasil. No último dia 15, reuniu-se com a presidente Dilma Roussef e mais sete ministros e vem sendo cotada para ser consultora do governo na área de inovação. Ela tem bom trânsito no Ministério da Ciência e Tecnologia e no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Trazendo principalmente ideias keynesianas para a discussão da inovação, é defensora ferrenha do Estado como crucial para conduzir e investir na inovação.
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Vanessa Jungerfeld – 26.05.2015
Mariana Mazzucato – Professora de economia da inovação da Universidade de Sussex/GBR.
IN Valor Econômico, versão impressa.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Questão de método



Para o Brasil se tornar uma “pátria educadora”, é preciso fazer que o investimento crescente no ensino básico ganhe qualidade.

Denise Neumann
O setor público brasileiro gastou aproximadamente R$5,5 mil ao ano por aluno do ensino básico em 2013. Multiplicado pelos 42,3 milhões de crianças e jovens de até 17 anos que estavam na escola pública, esse valor representa perto de 5% de toda a riqueza produzida no país naquele ano, medida pelo Produto Interno Bruto (PIB).  Foi algo em torno de R$230 bilhões, valor 120% maior em termos reais que o de dez anos antes. Esse volume cresce para 6,4% do PIB quando se consideram o ensino superior e os gastos públicos em parceria com o setor privado.
Em 2019, um ano depois do fim do segundo mandato da presidente Dilma Roussef – para o qual ela escolheu o slogan “Brasil, pátria educadora” -, os valores precisam alcançar 7% do PIB. Neste momento, essa não parece a tarefa mais complicada, mesmo diante do ajuste fiscal em curso e da menor perspectiva de arrecadação com os royalties do petróleo. O passado mostra que o mais difícil é transformar esse volume crescente de recursos em qualidade.
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Denise Neumann  30.01.2015
IN Valor Econômico, ed. impressa - Dossiê Educação.



Caminhos para reformar o ensino médio

Além das dificuldades de avançar na qualidade, os dados mostram que os governos batem em um limite de inclusão – o número de jovens de 15 a 17 anos fora da escola oscila em torno de 17% há cinco anos. (...)
Na busca de um modelo que torne essa etapa do ensino mais atrativa e reduza as taxas de abandono (em 2013, apenas 54% dos jovens de 19 anos havia terminado o ensino médio), alguns Estados adotaram programas de ensino médio integral e reformularam seus curriculos, tornando-o mais flexível e mirando o que chamam de “projeto de vida” do jovem.

Denise Neumann
Quando o ministro da Educação, Cid Gomes, defendeu no seu discurso de posse a necessidade de reformar o currículo do ensino médio, ele tocou em um ponto quase consensual entre gestores, pedagogos e pesquisadores da educação. Em nenhum dos ciclos  da educação básica, a estagnação dos indicadores de qualidade de ensino é tão clara como nessa etapa. Nela, um nnúmero crescente de Estados não alcança as metas establecidas para o Índice de Desenvolvimento em Educação (IDEB). Em 2009, foram 3; em 2011, 6; em 2013, 21. A média nacional estacionou em 3,7, e as notas também são ruins no ensino privado, cuja meta foi cumprida pela última vez em 2007. 
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Denise Neumann  30.01.2015
IN Valor Econômico, ed. impressa - Dossiê Educação.






Situação exige mais que verbas

Profissionais da área destacam a necessidade de uma base curricular nacional e de mudanças nos cursos de pedagogia.

Denise Neumann
O Plano Nacional da Educação (PNE) , aprovado no ano passado, definiu que os recurso para a educação pública serão crescentes e devem atingir 10% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2024 – e no meio do caminho (2019) devem ficar em 7%. As últimas estimativas do Ministério da Educação apontam para um gasto total de 6,4% em 2012.
Mesmo diante dessa perspectiva de recursos crescentes, profissionais da área da educação dizem que há um conjunto de medidas fundamentais para que a educação brasileira avance em qualidade e não passa apenas por mais recursos, embora eles sejam  considerados fundamentais. Entre essa medidas, eles destacam a necessidade de uma base curricular nacional e uma mudança no currículo dos cursos de pedagogia que os tornem menos teóricos e mais práticos.
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Denise Neumann  30.01.2015
IN Valor Econômico, ed. impressa - Dossiê Educação.
 

segunda-feira, 27 de julho de 2015

La mutación de la democracia representativa




Lucas Martin – “Mi interés es interrogar las respuestas que se han dado a la herencia de un régimen criminal, y entiendo que la legitimidad de una democracia post-criminal depende mucho de esa respuesta, que yo llamo lazo político en lugar de pacto o contrato social porque el término me permite acercarme mejor a las cuestiones que escapan a la voluntad de los actores, a los puntos ciegos. Y no me refiero al lazo social, porque es un término con otra tradición, que muestra una preocupación sociológica que lee en general lo político como un síntoma o una manifestación epidérmica de un sustrato social. Desde ese punto de vista, el lazo político que surge tras el crimen interesa por dos motivos. Por un lado, porque establece la frontera entre democracia y dictadura y, por otro, porque separa lo humano de lo inhumano.
El lazo político iniciado tras la dictadura y sustentado en la idea de derechos humanos es también un lazo de humanidad, que liga la política con lo humano. Ahora bien, como la carga del pasado persiste y ese lazo es revisado y revisitado, no puede olvidarse la importancia de lo que allí se enlaza o se liga. Hoy es un momento que necesita de mucho debate y reflexión al respecto, pues la frontera democracia/dictadura ha sido traída para dar sentido a la conflictividad política y el sentido de lo humano ha quedado en manos de esas disputas diarias o se lo libra a un sistema judicial semi-público que lo judicializa bajo la categoría de la lesa humanidad. En este contexto, la promesa de una cultura de los derechos humanos inaugurada en 1983 es todo una incógnita (algunos incluso hablan de fracaso)”.

Pablo E. Chacón
En Pensar la política hoy. Treinta años de democracia, el politólogo Lucas Martín considera una serie de tópicos que han ido tomando (o perdiendo) fuerza y capacidad analítica a medida que se sucedieron los treinta años continuos de democracia en la Argentina, centrándose en conceptos clásicos –populismo, representación, derechos humanos- y ampliando otros, más nuevos, que han revitalizado el interés por la práctica política, la participación y las transformaciones de las que son objeto. El libro, publicado por la editorial Biblos, también reúne trabajos de otros cientistas sociales: Isidoro Cheresky, Osvaldo Iazzetta, Francisco Naishtat y Hugo Quiroga, entre otros.

Martín es licenciado en Ciencia Política por la Universidad de Buenos Aires (UBA) y maestro en Sociología del Poder y doctor en Ciencias Políticas y Jurídicas por la Universidad de París VII. Es profesor de Ciencia Política en la Universidad Nacional de Mar del Plata y autor de Lesa humanidad. Argentina y Sudáfrica: reflexiones después del mal, publicado por la editorial Katz.
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Pablo E. Chacon – 18.02. 2015
Lucas Martin – Professor de Ciência Política na Universidade Nacional de Mar del Plata.
IN Telam – Agencia Nacional de Notícias.