sábado, 18 de novembro de 2017

Reality TV meets polítics, Brazilian Style



Mr. Doria remains unperturbed in his polo shirt while managing ethically questionable decisions. The mayor had already restricted the autonomy of the Office of the Municipal Comptroller General, the city’s recently created anticorruption agency, and last month he fired the acting comptroller general “for administrative and operational reasons.” As a protest, three officials at the agency resigned, including the head of the integrity department.

Vanessa Bárbara
A woman weeps while sitting in a corporate board room, surrounded by a couple of frowning businessmen and floor-to-ceiling glass windows showcasing the São Paulo skyline. She’s sorry, she says, but she should have the right to make mistakes. It’s her first time on a reality TV show! And besides, all she did was mess up someone’s coffee order.
João Doria, a media mogul, is unsympathetic. “Our world is the real world,” he says to the weeping woman from across the table. “It’s your world that is unreal.”
Since January, a new season of reality has begun for many of us. In the United States, Donald Trump became president. Here in São Paulo, João Doria Jr. became mayor. The two men have much in common: They are conservative populists with big egos. They like to use social media to get their message out. They have both written self-help business books with uninspired titles (“The Art of the Deal” by Mr. Trump, “Lessons in Winning” by Mr. Doria).
They are also both former hosts of the reality TV show “The Apprentice.”
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Vanessa Bárbara – Editor of the literary website A Hortaliça, and the author of two novels and two nonfiction books in Portuguese – 25.09.2017.
IN New York Times.

 

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Temer faz agrado a bancada ruralista e altera conceito de trabalho escravo



Mudanças sobre definições de "jornada exaustiva", "condição degradante" e "trabalho forçado" dificultarão o resgate de trabalhadores e a punição dos envolvidos.

Marcos Correa
O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, por meio da Portaria nº 1.129, publicada nesta segunda-feira (16) no Diário Oficial da União, alterou os conceitos que definem o trabalho escravo no Brasil. As mudanças atendem a antigas reivindicações da bancada ruralista e, coincidentemente, são publicadas em meio as articulações do presidente Michel Temer para escapar da segunda denúncia contra ele apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
De acordo com as novas definições, a “jornada exaustiva” e a “condição degradante” agora dependem da privação da liberdade do trabalhador para serem caracterizadas, ao contrário do entendimento que prevalecia até então e aplicado de acordo com o artigo 149 do Código Penal.
A portaria publicada pelo governo Temer altera ainda o conceito de “trabalho forçado”, incluindo a necessidade de concordância do empregado com a sua situação de trabalho. A nova definição contraria o entendimento até hoje aplicado pelas operações de resgate de trabalhadores em situação análoga à escravidão, para quem a anuência ou não do empregado sobre sua situação é irrelevante.
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Marcos Correa – 16.10.2017.
IN Rede Brasil Atual.


domingo, 12 de novembro de 2017

PSDB, o dono de São Paulo




Luciana Cardoso Zaffalon – “Há uma agenda corporativa como proteção e contrapartida garantidas ao sistema de Justiça”.
O uso de decisões do Exectivo, da Justiça e da Assembleia Legislativa e de dinheiro dos contribuintes para beneficiar juízes, promotores, integrantes do Ministério Público e altos funcionários é um eixo fundamental da construção do poder regional da legenda.

Carlos Drummond
Agora entendemos por que São Paulo é a última oligarquia brasileira. Os tucanos, quando chegaram ao governo com FHC, achavam ter um plano de 20 anos de poder, mas em São Paulo estão há 24. O Nordeste livrou-se dos coronéis, e o último oligarca foi Sarney.
O tucanato paulista é, entretanto, o dono do estado mais rico e nele desenvolve suas concepções pouco republicanas. Um ideário perceptível, por exemplo, em condutas peculiares no que diz respeito à relação entre os Três Poderes e a realidade do entorno.
No reduto paulista prosperam com especial vigor iniciativas dominantes em escala nacional, a exemplo da prioridade máxima atribuída à remuneração de uma categoria profissional da área da Justiça e da pouca importância dada ao caos econômico e social ao redor.
É o caso da decisão do Ministério Público Federal, representado pela futura procuradora-geral da República, Raquel Dodge, de acolher na terça-feira 25 a reivindicação dos procuradores e promotores da instituição por um aumento de 16%. 
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Carlos Drummond – 06.08.2017.
Luciana Cardoso Zaffalon – Doutora em Administração Pública pela FGV/SP.
IN Carta Capital.