domingo, 30 de abril de 2017

Brazil hit by first general strike in two decades


BRAZILIAN CITIES WENT INTO PARTIAL SHUTDOWN ON FRIDAY AS THE COUNTRY OBSERVED ITS FIRST GENERAL STRIKE IN MORE THAN TWO DECADES.

BBC
Millions of workers, including public transport staff, bankers and teachers, have been urged to take part by trade unions and social groups.
Protesters are taking a stand against the president's proposed pension reforms.
President Michel Temer says the changes are needed to overcome a recession.
"It is going to be the biggest strike in the history of Brazil," said Paulo Pereira da Silva, the president of trade union group, Forca Sindical.
Demonstrations are taking place across the country, with organisers saying they would focus attention on disrupting cities rather than small towns and rural communities.
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Para continuar a leitura, acesse http://www.bbc.com/news/world-latin-america-39744030



BBC – 28.04.2017.
IN BBC.


País para contra Temer. Imprensa tenta criminalizar greve


O primeiro balanço do dia é que a greve tomou todo o país. Apesar da cobertura da grande imprensa tentar criminalizar o movimento, é inegável que a maioria dos trabalhadores aderiu à greve de forma pacífica.


Editorial Revista Fórum
O País está parado. Notícias vindas de todas as capitais, cidades médias e pequenas dão conta de uma greve geral com grande adesão. Metrôs, trens e ônibus de São Paulo não funcionam desde as primeiras horas da manhã. Na maior cidade do Brasil pareceria feriado não fossem as manifestações em diversos pontos, com bloqueios de estradas e avenidas.
O prefeito João Doria tentou montar um esquema de transporte gratuito através do Uber e 99 para os funcionários públicos municipais, mas foi surpreendido pela greve dos motoristas da categoria.
Em Brasília, Rio de Janeiro, Niterói, Recife o transporte público está parado. A imprensa, de maneira geral, tenta criminalizar os movimentos insistindo em mostrar pequenas confusões pontuais, bloqueios e boatos que circulam pelas redes sociais com ameaças.
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Editorial Revista Fórum – 28 de abril de 2017. 
In Revista Fórum.


sexta-feira, 28 de abril de 2017

Mulheres na política: quanto mais melhor


a filiação partidária pesa na atuação das deputadas. Grande parte delas são de partidos ligados à esquerda, e costumam atuar em pautas feministas, enquanto uma minoria ligada a partidos de direita atua mais em pautas conservadoras.
[Beatriz] Sanchez observou que existe consenso da bancada feminina em temas que envolvem violência contra a mulher, como na aprovação da Lei Maria da Penha. Nesses casos, os projetos de igualdade de gênero são mais efetivos e conseguem avançar.
Em pautas mais radicais, o perfil biográfico e a orientação do partido dispersam o posicionamento das parlamentares, dificultando a atuação da bancada. “Muitas foram contra o projeto da legalização do aborto, por exemplo, mesmo sendo uma pauta histórica do movimento feminista”, explica a cientista.


Paulo Andrade
A matemática é simples: quanto mais mulheres na política, mais avançam projetos e demandas femininas. Atualmente, representando apenas 9% da Câmara dos Deputados, as mulheres parlamentares ainda convivem com uma divisão sexual do trabalho político. Enquanto homens participam de pautas consideradas mais relevantes pelos políticos, como tributação, economia e divisão de poderes, elas são alocadas em temas como educação, saúde e cidadania. 
Essa foi uma das conclusões do mestrado defendido pela cientista política Beatriz Rodrigues Sanchez no Departamento de Ciência Política da FFLCH-USP em janeiro de 2017. O intuito foi verificar se as deputadas em Brasília representam os interesses da população feminina brasileira.
A pesquisa contemplou um perfil biográfico das congressistas, o qual revelou que 80% delas têm nível superior completo – em contraste com a média da população feminina brasileira de 12,5%, segundo dados do último censo do IBGE. Por outro lado, 65% das parlamentares são católicas, coincidindo com a média da população brasileira, também segundo o Instituto. 
O estudo também mostrou que a filiação partidária pesa na atuação das deputadas. Grande parte delas são de partidos ligados à esquerda, e costumam atuar em pautas feministas, enquanto uma minoria ligada a partidos de direita atua mais em pautas conservadoras.
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Para continuar a leitura, acesse http://fflch.usp.br/node/10427  






Paulo Andrade – 20.02.2017.
IN Página da USP (Usp.br).

terça-feira, 25 de abril de 2017

Maior recuo da desigualdade foi pré-ditadura


Estudo com ‘método Piketti’ mostra que reversão do ganho de 1942 a 1963 foi rápida após golpe.

Ligia Guimarães
Após cair ampla e ininterruptamente entre 1942 e 1963, a desigualdade social no Brasil deu um salto e voltou a crescer rapidamente já nos primeiros anos da ditadura militar, a partir do golpe de 64. Tal movimento, desconhecido na história econômica do país, é uma das conclusões de um estudo que, a partir de dados tributários, remonta a história de nove décadas de desigualdade social no Brasil.
A pesquisa, de autoria de Pedro Herculano Guimarães Ferreira de Souza, sob orientação de Marcelo Medeiros, ambos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e da Universidade Federal de Brasília (UnB), joga luz sobre a distribuição de renda no Brasil a partir de 1928, período a respeito do qual, até então, muito pouco se sabia sobre o tema.
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Lígia Guimarães – 23.12.2015
IN Valor Econômico, ed. Impressa.



Questão foi alvo de intenso debate acadêmico nos anos 1970

A grande controvérsia sobre a distribuição de renda teve início em 1972 quando, à luz dos dados recém-divulgados do Censo de 1970, dois artigos apontaram que a desigualdades social no Brasil havia crescido – e muito – na década de 1960. Foram rec3ebidos como um balde de água fria em meio à euforia dos tempos de forte crescimento econômico registrado no regime militar. Um deles foi escrito pelo professor Rodolfo Hoffman, da USP. O outro, por Albert Fishlow, pesquisador americano ligado ao Ipea. Ambos transformaram-se em elementos importantes de crítica à política econômica e social dos governos militares.

Lígia Guimarães
O trabalho do pesquisador Pedro Herculano Guimarães Ferreira de Souza reacende um debate que, nos anos 70, mobilizou grandes nomes da economia nacional em torno da seguinte questão: afinal, a repressão política da ditadura militar elevou a desigualdade social no Brasil?
O Pedro tem 33 anos, mas está discutindo com todos os outros economistas brasileiros, com o Piketty e o Saez”, afirma o pesquisador Marcelo Medeiros, colega de Souza desde 2012 e orientador “coruja” na elaboração do estudo, que cria a maior série histórica anual já elaboradano Brasil a respeito da participação da fatia 1% mais rica da população sobre a renda nacional. Mais de 40 anos depois, o trabalho de Souza indica que sim:  o ciclo político tem influência direta na trajetória da desigualdade social.
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Lígia Guimarães – 23.12.2015
IN Valor Econômico, ed. Impressa.